sábado, julho 30, 2011

Babes In Toyland

Aqui no blog já citei diversas vezes a excêntrica Kat Bjelland, porém nunca falei de sua banda, Babes In Toyland, então hoje vou escrever uma breve biografia desse trio tão importante para todas riot grrrls.


Após um projeto mal sucedido de banda (Sugar Baby Doll) as amigas, Kat Bjelland e Courtney Love mudam-se para Minneapolis, o epicentro do rock independente americano na década de 80, afim de montarem uma banda. Lori Barbero assume as baquetas, e está formado o Babes In Toyland. Porém não demorou muito para que os conflitos começassem entre Kat e Courtney, duas garotas de personalidade muito forte, e a baixista decide abandonar a banda (para mais tarde formar o Hole). Michelle Leon a substitui.

A estréia fonográfica do Babes In Toyland, foi em 1990 com o compacto "House/Arriba" pela Sub Pop Records. No mesmo ano é lançado o primeiro album, "Spanking Machine", gravado no lendário estúdio Reciprocal em Seattle, produzido por Jack Endino e lançado pelo selo Twin/Tone. Apesar das raízes punk, a banda fazia muito bem o que na época começou a ser chamado de grunge, alternando distorções barulhentas com partes mais lentas e arrastadas. O disco repercurtiu bem, destaque para as músicas "Pain In My Heart" e "He's My Thing". No ano seguinte foi lançado o EP "To Mother".

sexta-feira, julho 29, 2011

The Devotchkas


Banda feminina de street punk, formada em 1996 em Long Island (Nova York). Após assinarem um contrato com o selo Punk Core Records, em 1998, lançam seu primeiro EP intitulado "Oi! Toy!", que teve um sucesso considerável para uma banda punk e chegou a vender 5000 cópias em vinil. Fato que levou as garotas a receberem um maior reconhecimento e tocar em lugares mais conhecidos. Em 1999 lançam o "Annihilation EP" que conta com alguns sucessos como "Shit For Dreams" e "One Sided Society". Pouco depois do segundo EP ser lançado, a vocalista, Stephanie deixa a banda e é substituida por J.J. Sem a vocalista original o quarteto resolve mudar o nome para 99's. Porém não dura muito e a banda termina de vez. Em 2002 houve um retorno com a alcunha de "Devotchkas" mas que também não vingou.

A formação mudou bastante, mas a mais clássica é:
Stephanie - vocal 
Mande - guitarra
Alaine - baixo
Gabrielle - bateria

Origem do Nome
Para quem já leu o livro ou assistiu o filme "Laranja Mecânica", o nome da banda é justamente relacionado com essa obra. Na qual "devotchka" significa "menina" (girl).
  
Annihilation [ Download ]

segunda-feira, julho 25, 2011

Louise Brooks



Dona de uma beleza incomum, dotada de uma personalidade fortíssima, e uma vontade determinada. Louise Brooks foi, sem dúvida, uma atriz à frente de seu tempo. Numa época em que a maioria dos atores e atrizes, para ter trabalho, tornavam-se submissos e eram explorados ao máximo, mal pagos, e freqüentemente nem tinham seus nomes exibidos nos créditos dos filmes, o seu temperamento era por demais explosivo, e Louise, ao não aceitar as normas vigentes na ainda jovem  Hollywood incomodou muito aos donos de estúdios, o que de certa forma explica o porquê dela ter sido colocada de lado por tantos anos.

Mary Louise Brooks nasceu no dia 14 de novembro de 1906. Participou de 24 filmes entre 1925 e 1938.  A estrela cinema mudo teve um dos seus melhores papéis atuando no filme "A Caixa de Pandora" (Die Büchse der Pandora) de 1929, na produção Louise interpreta Lulu, uma mulher sedutora, que hipnotiza e destrói todos os homens que se aproximam dela.

A capacidade que suas imagens tem de prender a atenção das pessoas, sem que elas nem sequer saibam de quem se trata é impressionante. Os relatos são muito semelhantes. Um fã diz ter encontrado uma foto daquela desconhecida em uma loja de antiguidades, entre tantas outras, e diz que sentiu uma compulsão em comprar aquela fotografia e tentar descobrir quem era a garota. Outro diz que cresceu enfeitiçado por uma fotografia que seu pai tinha colada na parede da sala, e que, após adulto, não descansou até descobrir quem era.

Em 1948 começa a escrever sua biografia, que ela mesma destrói ao terminar, seis anos após. Frustrada, ela justificaria dizendo que " Ao escrever a história de uma vida acho que o  leitor não pode entender a personalidade e os feitos de uma pessoa, a menos que sejam explicados os amores, ódios, e conflitos sexuais dessa pessoa. Não estou disposta a escrever a verdade sexual que tornaria minha vida digna de ser lida." Apesar disso, daí para a frente dedica-se quase que exclusivamente à literatura, sendo que seu livro Lulu in Hollywood torna-se um best seller.

quarta-feira, julho 13, 2011

Top #3 do Dia Mundial do Rock!

Como todos sabem, hoje, 13 de julho é o dia mundial de um dos generos musicais mais populares no mundo, o rock! Não quero ser repetitiva nem cansativa com textos imensos, então como o assunto principal do blog é falar sobre mulheres no rock, vou abrir aqui um pequeno espaço para lembrar de algumas que tiveram grande importância nesse gênero que faz tão bem para nossos ouvidos e almas.

Janis Joplin 
A musa do blues viveu cada dia como se fosse o último e ainda encantou o mundo inteiro com sua voz singular. Escutar


"Eu canto com a minha alma, com o meu corpo, com o meu sexo... Eu canto inteira."

Patti Smith
A poetisa do punk, surgiu na década de 70 trazendo um pouco de feminismo e intelectualismo para esse estilo. Escutar

“Eu não considero escrever um ato silencioso e fechado.
Eu o considero um ato realmente físico.
Quando estou em casa, escrevendo na máquina de escrever, eu me liberto.
Eu me movo como um macaco.
Eu me molho, eu gozo de prazer quando escrevo”
Rita Lee
A ruiva é a rainha do rock brasileiro, conta com uma discografia cheia de grandes sucessos. Ainda hoje é a única mulher nesse país a vender mais de 50 milhões de cópias. Escutar


"Minha força não é bruta
Não sou freira nem sou puta... 
Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
sou mais macho que muito homem"
  

segunda-feira, julho 11, 2011

McQueen


Essa é uma das bandas "atuais" que mais me agrada! O quarteto britânico foi formado em 2004 e tem apenas um album de estudio, "Break The Silence", lançado pela Demolition Records em 2007, conta com um misto de peso e ótimas melodias. "Neurotic" e "Dirt" para quem gosta de metal, já "Running Out Of Things To Say" e "The Line Went Dead" com uma sonoridade mais rock n'roll. Enfim, todo o album é muito bom. 

A banda conta com a critica a seu favor, e é a preferida de muitos roqueiros consagrados como Jerry Cantrell (Alice In Chains), que já tocou ao lado da vocalista, Leah Duors; E Slash que afirmou em uma entrevista: "A banda que mais está me empolgando no momento é a McQueen. É uma dessas bandas alternativas que chamam atenção, só de garotas, meio heavy metal, mas elas são fodidamente dedicada."

Leah Duors: vocal
Cat de Casanova: guitarra
Hayley Cramer: bateria
Sophie Taylor: baixo

sábado, julho 09, 2011

Courtney Love

Amada ou odiada, Courtney Love, sem dúvida é uma das figuras mais polêmicas e malucas dentro do rock.E hoje, dia em que ela completa 47 anos, resolvi prestar minha breve homenagem através dessa postagem contando sua vida e carreira desde o princípio.

Infância
Courtney Michelle Harrison nasceu no dia 9 de julho de 1964, em Haight Ashbury, São Francisco, local onde ocorreu grande concentração de adeptos do movimento hippie. Seus pais, Hank Harrison e Linda Carroll separaram-se meses após o seu nascimento e na disputa judicial pela guarda de Courtney, Hank, que foi roadie da banda Grateful Dead, chegou a ser acusado de dar LSD para a menina, quando ela tinha apenas dois anos. Porém o acontecido não foi provado.Carroll casou-se pela segunda vez, e Courtney ganhou duas meia-irmãs e um irmão adotado pelo casal, fato que fez a garotinha sentir-se um pouco de lado.Apesar disso, ela gostava bastante do seu padrasto, e mostrava desde cedo grande criatividade e espirito de liderança em brincadeiras com as irmãs. Porém, em 1972, Courtney passou pela segunda separação da sua vida, não aceitou nada bem a mudança para Nova Zelandia e o terceiro casamento de sua mãe, então decidiu morar com o seu padrasto, os dois se davam muito bem, porém quando ele casou-se novamente, Courtney não se deu bem com a mulher e entre Courtney e a esposa, o padrasto escolheu sua esposa. Courtney estava rejeitada e sem lar, tornou-se uma criança problemática e Linda decidiu coloca-la em um colégio interno para meninas, sendo expulsa por mau comportamento meses após. Apartir daí Courtney passaria por vários reformatórios e centros de detenção, geralmente por furtos, como da vez em que roubou uma camiseta do Kiss de uma loja, aos doze anos.Conheceu e se apaixonou pela música punk quando um residente do reformatório onde estava lhe passou fitas do Sex Pistols.


Adolescência
Aos dezesseis anos foi emancipada com direito a uma pensão de 800 dólares.Começou a trabalhar como stripper em um antigo clube do genero em Portland. Courtney já bebia e usava algumas drogas desde os doze anos, mas foi nessa época que o consumo intensificou-se. Iniciou uma vida nômade, despindo-se em vários clubes privês do mundo.


Durante sua estada na Irlanda, morou um tempo com seu pai biológico e chegou e cursar uma faculdade de inglês, largando após o primeiro semestre e trabalhou como fotógrafa, mas ainda viria a retomar o curso na Portland State University, em Oregon, transferindo-se posteriormente para o San Francisco Art Institute. Durante uma noite em Portland, quando trabalhava, conheceu a banda mais famosa da cidade, Theater of Sheep, e começou a namorar com o vocalista, Rozz Rezabek. Por volta de 1985 começou a tentar a sorte também como atriz, e depois de alguns papéis como figurante em séries, fez teste para dar vida a Nancy, no filme "Sid & Nancy" porém ficou com o papel secundário de Gretchen. Por essa época também conheceu Kat Bjelland (Babes In Toyland), e junto com Jennifer Finch (L7) formaram a banda, Sugar Baby Doll que apesar do curto tempo de duração serviu para o surgimento do estilo "Kinderwhore" criado por Bjelland e Love. Volta a fazer stip tease em clubes noturnos para o seu sustento e passa por dificuldades em Nova York e Portland.

quinta-feira, julho 07, 2011

Tank Girl

" Tank Girl é uma história em quadrinhos britânica, criada por Jamie Hewlett e Alan Martin, em 1988, em pouco tempo ela já ficou muitíssimo popular por usar inusitada criatividade, que era uma demonstração do que o movimento punk da década anterior havia deixado na mente dos jovens os anos 80 e influenciado a arte gráfica.

O mundo dos quadrinhos sofria uma guinada e modificava sua forma de ver o mundo e passar essa visão para as pessoas. Agora, a arte era crua e conceitual. Aquele ditado “A beleza esta nos olhos de quem vê” nunca fez tanto sentido.

Tank Girl foi a primeira heroína sem lordose, já que não tinha enormes peitos siliconados. Era quase careca e carregada de piercings e tatuagens. Era diferente de todas as heroínas de HQ que vieram antes, justamente pelo fato de não estar nem ai com o visual e o papel que uma mulher deveria ter, desde os anos 20, quando as HQs se popularizaram. Sempre gostei de Tank Girl também por que ela contrariava o prisma machista de como a mulher vinha sendo vista desde então nos quadrinhos, talvez esse fosse o motivo maior de seu sucesso, pela personalidade criativa que demonstrava e que as mulheres sempre tiveram.

Minha mãe não gostava muito que lesse bastante os gibis, pois ela não é, de forma alguma, o que poderia se chamar de uma “menina-modelo”, a começar pelo seu visual com a cabeça raspada e band-aids no rosto. Suas atitudes também não eram condizentes com o que minha mãe chamaria de boa menina.
A garota tanque bebia uma lata de cerveja assim que acordava e fazia sexo com um canguru mutante. Ainda assim, conseguia ser uma criatura adorável, pela sua independência e pelo "non sense" de seus criadores.


Com o fracasso do filme estrelado pela Lori Petty, o caráter Cult do universo de Tank Girl acabou se perdendo, mas já tinha deixado sua marca a ferro e fogo.

A HQ foi publicada no Brasil pela extinta revista animal, entre o final dos anos 80 e comecinho dos 90, e ainda pode ser encontrada em sebos e gibitecas.
"






Fonte: Meu Mundo  (o link pra baixar o filme também está nesse blog) 

quarta-feira, julho 06, 2011

Veruca Salt

A banda foi formada em Chicago, entre 1992 e 1993 pelas guitarristas e compositoras Louise Post e Nina Gordon, para completar a formação contaram com o baixista Steve Lack e o baterista Jim Shapiro. O nome, Veruca Salt, foi retirado da personagem rica e mimada do filme A Fantástica Fábrica de Chocolate.


Depois de realizarem vários shows, chamaram a atenção de um selo independente e em 1994 lançaram o single "Seether"/"All Hail Me" que teve ótima recepção.No mesmo ano então é lançado o primeiro album da banda, "American Thighs" e eles começam a abrir shows do Hole.Rapidamente a música, "Seether" torna-se um hit com direito a clipe na MTV, 500 mil cópias do album são vendidas, e o quarteto ganha disco de ouro.

Mesmo com ótimos riffs e música bem feitas, o Veruca Salt tinha um apelo mais pop comparado a outras bandas da época e a crítica logo cai em cima, afirmando que eles estariam se aproveitando da cena musical do momento para alcançar sucesso comercial.Como uma resposta aos criticos chatos, em 1996 lançam "Blow it out your ass, it's Veruca Salt", produzido por Steve Albini (mesmo produtor do album "In Utero" do Nirvana) o EP lançado apenas pelo selo independente, Minty Fresh, veio com quatro faixas muito mais distorcidas e barulhentas do que do album debutante. Logo após veio o album mais polido, "Eight Arms to Hold You" (1997), produzido por Bob Rock (produtor de bandas como Metallica e Motley Crüe) conta com ótimas melodias que flertam com um rock n'roll meio hard rock.Destaque para "Straight" (obs: nesse vídeo não são elas!) e "Don't Make Me Prove It" algumas das minhas favoritas.

segunda-feira, julho 04, 2011

Bandas Femininas Made In Brazil [parte dois]


Mais um post dedicado ao pessoal que pensa que no Brasil não tem mulher que faz rock de verdade. Hoje vou falar de duas bandas femininas brasileiras, Menstruação Anárquika e Kaos Klitoriano.Undergrounds? Sim. Mas de grande importância para a cena riot grrrl desse país onde "cultura é mulher pelada".

Menstruação Anárquika


"Banda formada em 1993, com o propósito de passar através de suas letras o que achamos errado, tentando buscar uma solução para que possamos melhorar nossa forma de pensar e agir em nosso cotidiano.
Resistir levando a todos o nosso lema: PUNK UM DIA, PUNK ATÉ MORRER!" 
Fonte: Myspace

Bazar Dos Milagres [Download]



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